Não
compre animais. Adote e esterilize.
Pode ser um animal de
abrigo, da rua, de um canil municipal, das feirinhas de doação,
das muitas pessoas protetoras que acolhem e cuidam até
a adoção, mas não incentive criadores,
principalmente os não profissionais. A superpopulação
de animais não é um problema de animais sem
raça definida (vulgos "vira-latinhas"). Os
CCZs (Carrocinhas) também recebem muitos animais de
raça, assim como os protetores de animais se cansam
de os verem abandonados nas ruas.
Enquanto o povo brasileiro não estiver educado para
respeitar animais, o comércio dos mesmos é nocivo.
Para cada cão de raça vendido numa feira ou
num pet shop, 2 cães vira-latas são mortos em
canis municipais, vítimas de toda sorte de maus tratos.
fonte: adaptado do texto "Dez coisas
que você pode fazer pelos Animais"
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Adoção
é Opção
Compartilhar sua vida com um animal de estimação
(com ou sem raça definida) é uma das experiências
mais gratificantes que existem, desde que você goste
de animais, é claro!
O amor incondicional que recebemos nos preenche de auto-estima
e de saúde. Existem centenas de cães abandonados,
perdidos, nascidos na rua, ou mesmo sendo entregues pelos
próprios "donos" aos canis da Prefeitura
para sacrifício.
Existem criadores de animais de diversas raças, caninas
e felinas, que desenvolvem trabalho profissional: em geral
são especializados em uma só raça e são
responsáveis pelos filhotes que vendem e pelas matrizes
até o fim de suas vidas.
Ao mesmo tempo, existem centenas de oportunistas que se valem
da carência, dependência e docilidade dos animais
- e da desinformação dos humanos - para ganharem
a vida. Estes em geral tratam inadequadamente dos animais,
vendo-os apenas como fonte de lucro. As "matrizes"
vivem perpetuamente em gaiolas e em estado constante de prenhez
ou de amamentação e nunca recebem afeto.
Estas infelizes fêmeas muitas vezes são abandonadas
quando seu corpo já não serve mais aos propósitos
de seus donos comerciantes. E os filhotes que são vendidos
por essas pessoas, em geral apresentam problemas de saúde
pela falta ou má qualidade da vacinação
e socialização.
Existem ainda pessoas que amam os animais e sabem o quanto
todos têm direito à vida digna com respeito pelas
suas espécies e merecem alguém responsável
para proporcionar-lhes afeto e bem-estar.
Essas pessoas têm se organizado em entidades de proteção
animal e estão realizando um belo trabalho de acolher
ninhadas, animais abandonados ou perdidos, oferecer-lhes atendimento
veterinário, um lar transitório até completar
o período de observação (para certificar-se
de sua boa saúde), a castração para evitar
novas crias indesejadas e local para doação
em feiras ou pet-shops credenciados pelas entidades.
Em geral estes animais são sem raça definida
(SRD) - misturas de raças-, aliás, como nós
humanos, que já somos miscigenados e por isso mais
resistentes e belos. O mesmo acontece com eles, o que com
certeza não é motivo para discriminação,
não é?
Se você decidiu que quer um animal, por ter espaço
no seu lar e em seu coração para ele, pense
nestas informações e tome uma decisão
consciente.
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Você
tem o poder de salvar vidas.
Dependendo da sua escolha, você pode incentivar um
comércio anti-ético que só visa o lucro,
ou pode fortalecer um trabalho amoroso, voluntário
e humanitário através da opção
pela adoção.
Quando você optar por um animal de raça determinada,
não deixe de visitar antes o canil e avaliar as condições
de higiene e saúde dos animais que vivem lá;
se eles estão felizes e têm liberdade para
brincar com seus tratadores, ou se estão inibidos
e temerosos. Exija a carteira de vacinação
com o selo da vacina e a assinatura, telefone e nº
do CRMV do veterinário responsável.
Seja qual for a sua escolha, boa sorte, e lembre-se de que
um animal de estimação pode viver até
mais de 15 anos, tempo em que ele precisará de todo
o seu apoio.
Lembretes:
Cachorro (ou outro animal) não é presente.
Assim como não se dá um bebê para alguém,
também não se deve dar um animal de presente
sem consultar a pessoa. Cuidar de um animal deve ser decisão
da pessoa ou da família (no caso de uma criança),
porque implica em responsabilidades prolongadas, além
de gastos financeiros.
Abrigo para animais não é solução.
Se você por algum motivo não puder manter seu
animal de estimação, busque encaminhá-lo,
de preferência, para alguém que ele já
conheça e goste. Vale a pena investir tempo e dedicação
nessa pesquisa, pois dela dependerá a saúde
e o bem-estar desse animal.
Ao encontrar a pessoa interessada, procure conhecer o local
onde o animal ficaria e verifique suas condições
gerais. Observe também caso haja outros animais no
lugar se estão felizes e bem cuidados. Não
hesite em dizer não se sua impressão não
for favorável.
Cachorro (ou outro animal) não é brinquedo.
A criança deve ser ensinada ou já ter maturidade
suficiente para poder conviver com um animal, pois poderá
machucá-lo com suas brincadeiras. Muitos animais
doados a crianças não conseguiram ser socializados
porque foram maltratados pelas mesmas, embora sem querer.
E não se esqueça: procure o Centro de Controle
de Zoonoses para fazer o RGA (registro do animal) ou informe-se
sobre locais credenciados pelo CCZ para fazê-lo. Coloque
também coleira com plaqueta de identificação
com seu telefone e endereço em seu animal, para que
ele possa ser restituído a você, caso ele se
perca ou seja roubado e abandonado.
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por Nina Rosa Jacob
Instituto Nina Rosa - Projetos por Amor à Vida
institutoninarosa@terra.com.br
tel: (11) 3031-9091 / fax: (11) 3097-0210
Permitida a reprodução, desde
que na íntegra e que citada a fonte.
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